quinta-feira, 16 de julho de 2009

Novo passo para vacina contra esquistossomose

Novo passo para vacina contra esquistossomose
drummond @ 03:28
Pesquisadores brasileiros, americanos e ingleses concluíram o mapeamento genético do parasita que provoca a esquistossomose. O estudo, que abre caminho para um tratamento mais eficiente da doença, foi publicado nesta quinta-feira na Nature, uma importante revista científica.
Um filete d´água pra uma comunidade inteira. “A gente usava para nadar, para lavar roupa, vasilha”. Mas o córrego escondia uma ameaça à saúde pública. “A gente achava que a água estava limpa”. Não estava e não está.
As margens são infestadas de caramujos que podem transmitir a esquistossomose, doença também conhecida como xistose. É transmitida por uma larva que sai do caramujo e entra no corpo humano para se reproduzir principalmente na barriga. Os sintomas são dores, diarréia e vômito.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz constataram que duas medidas simples fizeram o índice de infestados despencar. Rede de esgoto e água tratada.
“Há 27 anos, o índice de pessoas infectadas era de 37%. Hoje, contatamos que 2,5% dessa população está infectada”, disse o pesquisador da Fiocruz, Omar Dos Santos Carvalho.
Os pesquisadores consideram o resultado da pesquisa como a primeira prova científica de uma antiga tese: infraestrutura de saneamento é essencial no combate à doença. Os cientistas chegaram ainda a outra importante descoberta.
Em laboratórios, encontraram o caminho que pode levar a produção de uma vacina contra a esquistossomose. Biólogos ingleses, americanos e brasileiros fizeram o sequenciamento genético da larva do caramujo.
O desafio agora é encontrar, entre os 15 mil genes descobertos, qual ou quais transmitem a esquistossomose. Com a identificação, talvez seja possível inventar uma vacina ou, no mínimo, remédios mais potentes contra a doença.
“Hoje existem no mundo mais de 200 milhões de pessoas infectadas com esse parasite e espera-se que novas drogas e vacinas possam beneficiar todo esse contingente de pessoas que habitam a América do Sul, África e o Sudeste da Ásia”, disse o pesquisador da Fiocruz, Guilherme Correia de Oliveira.
FONTE http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1232857-10406,00-NOVO+PASSO+PARA+VACINA+CONTRA+ESQUISTOSSOMOSE.html

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